domingo, 18 de agosto de 2019

Cachoeira Bicame

Tipo: Hiking 
Local: Santana do Riacho
Pontos visitados: Cachoeira Bicame
Duração: 1 dias
Distância: 18.61 Km
Organização: Trilhas e Trilhas


Iniciamos nossa pernada às 04:00 da manhã na Vilma Alimentos na cidade de Contagem que foi o ponto de encontro dos aventureiros, me encontrei com o guia David e embarcamos na van seguindo na MG-010 em direção a serra do Cipó, lá acessamos a estrada que nos levaria até a cidade de Santana do Riacho onde paramos naquele lindo lugar para um café da manhã.

Após 140 km de estrada chegamos no local onde iniciamos a trilha, por volta das 08:00, preparamos nossas mochilas e logo iniciamos a caminhada na direção à portaria da reserva Brumas do Espinhaço que e uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Uma RPPN e uma unidade de conservação  não administrada pelo poder público e sim por proprietários particulares, no caso da reserva Brumas do espinhaço existe o patrocínio da fundação grupo Boticário e o apoio da CIA da Policia Militar do meio ambiente e do IEF (Instituto Estadual de Florestas)

Andamos em uma estrada de terra em um percurso de 4,8 km onde o acesso de qualquer veiculo e proibido pois a estrada foi interditada por tempo indeterminado pelo IBAMA desde setembro do ano 2000 justamente para preservar a área de conservação ambiental.

Essa foi a parte mais cansativa da trilha pois fizemos uma corrida de montanha, que e uma coisa que eu detestei pois não pude fazer nenhuma foto e nem descansar, sem contar que eu estava com a minha Commuter 35 com 4 quilos de água e 3 quilos de tralhas!

Depois de 1 hora e 17 minutos nesse trajeto, cheguei na portaria da reserva sozinho pois o grupo foi na frente, eu estava extremamente rabugento e mal humorado pois eu fiquei perdido na estrada! Motivo: Eu achei que poderia cortar caminho por uma pirambeira que eu encontrei, mas não deu, tive que voltar e continuar na estrada!

O acesso à cachoeira está restrito a um máximo de 30 pessoas por dia, isso justificou a corrida do grupo, estávamos em 18 pessoas e já tinham outros caminhantes e ciclistas indo naquela direção.

Início da Estrada rumo ao muro de pedra





Chegando na portaria no muro de pedra e descansamos, tivemos acesso ao banheiro e água mineral geladinha da nascente e eu infelizmente não aproveitei nada disso pois estava rabugento no meu canto sofrendo por causa da corrida de montanha.

Finalmente iniciamos a trilha, que e muito bem marcada e de grau de dificuldade praticamente nulo pois não tinha nenhum obstáculo e por ser uma RPPN, todos os pontos de obstáculos estavam bem estruturados com uma ponte de madeira!

Tudo que não e administrado pelo governo...


Não vou terminar a frase!





  





Depois de 1 hora e 40 minutos de caminhada a minha rabugice passou e eu mudei completamente meu humor! Eu vi a Bicame, a coisa mais linda, imponente e poderosa, algo lindo de se ver e ouvir!




Desci o restante da trilha animado e percebi que eu estava com saudades daquilo, da trilha, da cachoeira e de toda essa loucura que e a vida de um cara que anda no mato.






Depois de 9,3 quilômetros de caminhada cheguei no poço da cachoeira, àquele cheiro de  nevoa d'água misturado com o cheiro da vegetação, tudo estava incrível!







A água estava muito fria, de doer os ossos mas, isso não impediu alguns integrantes do grupo de dar um mergulho naquele poço gigante.











Apos algumas horas aproveitando à cachoeira partimos novamente em direção à portaria do parque onde eu descobri que a água da nascente era perfeita, tomei 1 litro de água e deitei no chão lotado de carrapatos, fiquei imaginando como seria morar naquele lugar.

Seguimos novamente na estrada de terra em direção à van e seguimos viagem rumo a Belo Horizonte com a tradicional parada no restaurante do tropeiro onde eu tomei mais água e uma taça de sorvete com banana caramelizada.






sábado, 20 de outubro de 2018

Circuito Cemitério do Peixe - Córrego do Bicho

Tipo: Trekking Circuito
Local: Conceição do Mato Dentro
Pontos visitados: Cemitério do peixe e córrego do Bicho
Duração: 2 dias
Distância: 20 Km
Organização: Chico Trekking

Localizado a exatos 264 quilômetros de Belo Horizonte e a 102 quilômetros da cidade de Curvelo se encontra um vilarejo chamado cemitério do peixe, nome peculiar para um vilarejo mas o fato se da devido a existência de um verdadeiro cemitério esse local que até hoje e usado para sepultamentos, antigamente os cemitérios não se concentravam apenas nas grandes cidades e vilas mas também nos lugarejos pequenos que eram muito comuns e possuíam uma quantidade significativa de habitantes.
No caso desse cemitério há controvérsia na escolha do seu nome, não se sabe se era um local em que havia peixe ou se alguém ali enterrado tinha esse apelido, o que sabemos e que o lugar desperta em nós muita curiosidade.

Chico trekking

No mês de agosto de cada ano ocorre um jubileu no lugarejo dedicado a São Miguel, nessa ocasião, durante 5 dias, moradores das redondezas e devotos de são Miguel visitam o lugar para cuidar das sepulturas e rezar pelos seus entes queridos que ali tem seu repouso eterno.
Exploramos o local e tiramos fotos na igreja dedicada a são Miguel (Protetor das almas)


Dia 1

Iniciamos nossa pernada na madrugada de sábado 20/10/2018 onde partimos a 1:00 da manhã do terminal turístico JK em Belo Horizonte, seguimos na BR-040 sentido Brasília em direção ao vilarejo cemitério do peixe, foi por volta das 06:00 quando  encostamos em um local programado para tomarmos o café da manha, após uma rápida refeição continuamos nossa viagem até finalmente chegarmos no tão misterioso cemitério do peixe.

Desembarcamos da van por volta das 08:00 e eu me surpreendi com esse incrível lugarejo que apesar de ser completamente despovoado e um local limpo, bem cuidado e super agradável.





Em seguida começamos nossa caminhada até o córrego do bicho, nos equipamos com nossas cargueiras e seguimos em uma trilha bem marcada e de transposição fácil para quem já e praticamente frequente de trekking e de nível intermediário para iniciantes, a temperatura estava muito agradável, tempo estava nublado com possibilidade de chuvas isoladas naquele região de Conceição de mato dentro.

No começo da trilha já pude ter noção e me encantar com tamanha a beleza deslumbrante que aquela caminhada iria me oferecer.











Passado 4 horas em um caminho de 7,8 quilômetros chegamos ao córrego do bicho, o tempo continuava muito fechado e a temperatura muito agradável, paramos as margens do córrego e recebemos orientação do nosso guia, o Chico, referente ao local ideal para realizar o acampamento.

Um fato muito interessante e de extrema importância e que, sempre devemos acampar sem atravessar qualquer curso d'água pois em caso de chuva o córrego pode encher e ser impossível atravessa-lo no dia seguinte para a caminhada de retorno.

Após alguns minutos em uma ligeira conversa e uma parada para contemplar aquela incrível beleza natural, atravessamos o córrego do bicho e paramos no local do acampamento, isso mesmo, atravessamos o córrego!

Mas e aquela orientação de que não se deve atravessar o curso d'água?

Pois e, as vezes eu acredito que o Chico tenta matar a gente de forma despistada sabe! kkkkkk



Montamos nossas barracas e tivemos tempo de sobra para começar a explorar a região e aproveitar o calmo córrego do bicho e claro!

Eu logo ajeitei minhas tralha e me atrapalhei um pouco com os 14 espeques da minha barraca (apesar da barraca ter originalmente apenas 6 estacas) não fazia ideia de onde eu ia especar tanto ferro, resolvi àquela encrenca e literalmente apaguei, dormi praticamente a tarde toda e quando acordei já no fim da tarde subi até o poço para finalmente aproveitar àquela água que estava perfeita, fui atacado por um cardume de lambaris assassinos comedores de gente, não sei de onde esses peixes aloprados surgem, só podem brotar onde existem cachoeiras.

Fotos a seguir foram registradas pelo TUCA MAXIMO







Durante a noite entre 20:00 ate 23:30 tivemos a visita da nossa companheira de trilhas para nos molhar, uma chuva fraca porem contínua mas nada que pudesse atrapalhar, foi uma experiência agradável pois pude testar a minha barraca ARPERNAZ 2 da Quechua que se mostrou firme e intocável durante quase 4 horas de chuva, aproveitei para tomar um chá de camomila e relaxar com aquele som da chuva e aquele cheiro de terra e mato sendo molhado pela chuva, não sei como chama esse fenômeno mas e muito bom!


DIA 2

Acordei bem cedo depois de uma noite tranquila de sono, sai para preparar o café e encontrei alguns pássaros cantando na matinha ao lado, trinca ferro e sabia para ser mais especifico, comi todas as torradas com geleia de uva e um café super quente para animar.







Por volta de 09:00 comecei a organizar as tralhas para a caminhada de retorno, o início da caminhada estava previsto para às 10:00 e decidimos adiar para 11:00 e poder aproveitar mais a cachoeira porem, nesse domingo (21/10/18) aconteceu um adiantamento nos relógio para o horário brasileiro de verão que  ocorreu  devido os smartphones não ficarem sabendo que o horário de verão nesse ano somente deveria acontecer dia 04/11/2018, esse fato causou um certo desconforto e me fez praticamente jogar as tralhas de qualquer jeito na cargueira, depois de consenso geral decidimos ficar mais tempo e adiar a caminhada para às 11:00 (12:00 no telefone de alguns)

A Cris falou uma coisa que faz muito sentido
Quando não tem internet qualquer coisinha vira uma polêmica

E isso e um fato!

Iniciamos o caminho de retorno ao cemitério do peixe e dando continuidade ao circuito, seguimos sentido norte em uma trilha também fácil porem com algumas pedras e pequenos aclives e declives mas nada que passasse do nível fácil.


















Por volta das 14:00 chegamos no córrego do bicho novamente porém na parte mais ao norte (observem o print do strava mais abaixo) fizemos uma parada de 1 hora para desfrutar de mais um refrescante banho nas águas revigorantes do córrego e confesso que esse foi o melhor momento da pernada pois ao contrário do dia anterior, estávamos caminhando debaixo do sol escaldante.

Depois de 13 km de caminhada chegamos novamente ao cemitério do peixe por volta das 16:50 onde o resgate nos esperava, cheguei na van primeiro e durante quase 15 minutos eu esperei o restante do grupo, comecei a ficar preocupado e deixei minha cargueira no bagageiro e comecei a andar pelas ruas granadas do vilarejo quando topei com a galera, todos felizes desfrutando de uma gelada bebida fermentada em uma dessas casas que foi adaptada e transformada em um bar, foi um momento muito bom, logo me juntei a galera e curtimos bastante mais esse momento de confraternização.

 Retornamos para BH em uma viagem tranquila, seguimos novamente pela BR-040 e desembarcamos no JK às 22:30 onde finalizamos um final de semana incrível e de muita descontração, fica meus singelos agradecimentos ao Chico que foi o idealizador desse circuito Cemitério do peixe x Córrego do Bicho.

Não vejo a hora de poder retornar a esse incrível e misterioso lugar!